Já que política e corona não se acasalam, o que será das eleições?

    Prorrogar os mandatos de prefeitos e vereadores seria a solução?

    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

     

    O corona já botou as asas no Palácio do Planalto, já incomodou Donald Trump lá na Casa Branca, como se estivesse se vingando do pouco caso que os dois, Trump e o brasileiro Bolsonaro, vinham fazendo da crise.

    Detalhe: brasileiros que moram na Itália dizem que lá também se começou assim, fazendo pouco caso, que agora custa muito caro, como se milhões de pessoas parassem tudo para ficar em prisão domiciliar.

    Óbvio que é coisa para se levar a sério. E em Brasília a vida depois do corona no Planalto começa segunda. Caiu a ficha lá. E cá também, onde já se cancelou micareta de Feira, Festival de Arembepe, Festival de Trancoso, todo mundo tomando as precauções que as autoridades do ramo mandam.

    Proposta Reinaldo

    O xis da questão: e onde é que isso vai dar? Sabe-se lá. E foi por aí que Reinaldo Braga, em vias de completar 80 anos, vereador e prefeito em Xique-Xique, nove mandatos consecutivos de deputado estadual até 2018, mandou comunicado a Nelson Leal, presidente da Assembleia, de quem é chefe de gabinete, para alertar sobre o corona no jogo eleitoral 2020:

    ‘Caro presidente Nelson Leal, política e coronavírus não se combinam. Na política, a tônica é reuniões e comícios; no corona, é o isolamento. Para evitar tantas reuniões e tantos comícios em 2020, o remédio é prorrogar os mandatos de prefeitos e vereadores. Eis a solução’.

    Pode ser. Mas seria algo como o fundo do poço, embora nada fantasioso.