Haddad diz não se colocar como sucessor de Lula, mas defende discussão para 2030

    Ministro da Economia afirmou que nome do presidente é consenso dentro do PTna busca pela reeleição em 2026

    Foto: Ricardo Stuckert/PR

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não pensa em se colocar como candidato à presidência depois de Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta terça-feira (2).

    “O Lula foi três vezes presidente. Provavelmente, será uma quarta”, afirmou, fazendo referência à tentativa de reeleição em 2026. O ministro disse que, ao mesmo tempo que é “um trunfo ter uma figura política dessa estatura por 50 anos à disposição do PT”, também é um desafio grande pensar o “day after”, referindo-se a um nome para substituí-lo.

    Hadad conseguiu terminar 2023 acumulando números da economia além do esperado e aprovação da reforma tributária. Mesmo com desempenho considerado de destaque dentro do governo, o que o coloca como um forte candidato à sucessão do PT, o ministro diz descartar tal hopótese.

    O ministro afirmou ainda não participar das reuniões internas do PT sobre a possível sucessão e que, para 2026, há consenso dentro do partido e na base aliada para que Lula concorra ao quarto mandato. “Está pacificada. Não se discute”, afirmou ele sobre a questão.

    Segundo ele, o problema de um sucessor “vai se colocar” na eleição seguinte, alertando que o partido precisa começar a se preparar para a transição.

    Com 47 milhões de votos nas eleições presidenciais de 2018, Haddad disse que a situação em que concorreu foi atípica e começou a ser decida na cadeia, enquanto Lula estava preso.

    Jaques Wagner, na época, desautorizou a inclusão de seu nome entre os prováveis planos “B” do PT enquanto a candidatura de Lula estivesse posta. Houve conversas com Ciro desde fevereiro daquele ano, discutindo possível aproximação entre partidos de centro-esquerda antes de início formal da campanha.