Guedes defende governo após corte do Censo: ‘Quem aprovou foi o Congresso’

    Conforme ministro, decisão foi motivada, em parte, por causa da pandemia da Covid-19

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, saiu em defesa da pasta sobre o corte na verba para a realização do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2021. Nesta quarta-feira (28), ele afirmou que a decisão de suspender a pesquisa do orçamento foi tomada pelo Congresso Nacional, em parte por causa da pandemia do novo coronavírus.

    “Não fomos nós que cortamos o Censo [do orçamento]. Quem aprovou o corte foi o Congresso e a explicação que nos deram é que, com a pandemia, o isolamento social impedia que as pessoas fossem de casa em casa”, afirmou.

    Também nesta quarta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio de Mello atendeu um pedido feito pelo governo do Maranhão e determinou a realização do Censo este ano pelo governo federal. Na decisão, o magistrado entendeu que não realizar o Censo descumpre um trecho da Constituição.

    Esta é a segunda vez que a pesquisa é adiada. Por lei, o Censo tem que ser realizado a cada dez anos e deveria ter sido feito em 2020, mas foi postergado em virtude da pandemia do novo coronavírus.