Gregório Gould rebate PSOL-Rede e vê tentativa de esconder chapa da UP

    Gould também defendeu o projeto do partido e criticou a ideia de que existe uma polarização no Brasil

    gregório Gould, candidato ao Senado pela Unidade Popular: Foto (Foto: Isabella Tanajura/Unidade Popular)

    O candidato ao Senado pela Unidade Popular (UP), Gregorio Gould, afirmou que discorda da afirmação de Marcelo Carvalho, candidato ao mesmo cargo pelo Rede Sustentabilidade de que votar na federação PSOL-Rede é a única possibilidade de a Bahia de eleger um “candidato de esquerda” nas eleições.

    Em entrevista ao bahia.ba, Gould defendeu o projeto do partido e criticou a ideia de que existe uma polarização no Brasil. “Tentar esconder a nossa candidatura é tentar levar o eleitor a uma visão equivocada da polarização que existe em nosso país. A verdadeira polarização que existe é entre a classe trabalhadora e os ricos”, afirmou. “E quem não rompe com os ricos, com os poderosos, com o sindicalismo pelego de conciliação, não defende o povo trabalhador.”

    Um dos motivos que acendeu o debate sobre a representação da esquerda na Bahia foi a afirmação de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, de que não sabia que o PSOL tinha candidato próprio para o governo do estado na Bahia.

    Candidaturas da Unidade Popular mais direitos para os trabalhadores do Brasil

    De acordo com Gregório Gould, candidato a senador da Bahia pelo partido Unidade Popular, o programa é “verdadeiramente popular dos trabalhadores para o Brasil. Um programa que rompa com os banqueiros, que enfrente os poderosos do agronegócio e etc.”

    Para a presidência, a UP lança o nome de Samara Martins – única mulher na disputa pelo executivo.

    Além de Gould, concorrem pela UP na Bahia: 

    – Aroldo Félix e Marília Regina para governador e vice-governadora, respectivamente;

    – Guizin e Giovana Ferreira para deputados federais;

    – Louise Ferreira e Willian Santos para deputados estaduais.

    Gregório Gould e UP defendem fim da escala 6×1 e instauração de CPI da dívida pública

    Ainda em entrevista ao bahia.ba, falou sobre os principais objetivos da campanha da UP para 2026. Entre os principais pontos estão o fim da escala 6×1 e a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Dívida Pública.

    Os debates para o fim da escala 6×1 começaram nas casas legislativas em 5 de maio, mas o tema já vinha sendo debatido na sociedade civil desde 2023. A proposta que prevê dois dias de folga semanal e redução da jornada de 44 para 42 horas após 60 dias da promulgação e, um ano depois, queda das horas para 40 semanalmente foi aprovada na Câmara dos Deputados e está no Senado Federal. 

    Sobre a CPI da Dívida Pública, o candidato explicou que o objetivo é “investigar esse mecanismo financeiro fraudulento, que nasceu por herança das dívidas de Portugal quando deixamos de ser colônia e cresceu exponencialmente no período nefasto da ditadura militar fascista, e drena dos cofres públicos quase a metade do orçamento do Governo”

    O partido defende que a Dívida Pública precisa passar por uma auditoria cidadã, com mais transparência e ter seu pagamento suspenso, para que o valor que iria ser direcionada para dívidas desde a época da colonização sejam direcionadas para áreas sociais essenciais, como saúde, educação, segurança.