Gilmar Mendes nega pedido para proibir comemorações sobre golpe de 1964

    Ministro tomou decisão após analisar um pedido apresentado por parentes de vítimas da ditadura e pelo Instituto Vladimir Herzog

    Foto: Nelson Jr./Ascom TSE

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (29) proibir comemorações sobre o golpe militar de 31 de março de 1964.

    O ministro decidiu ao analisar um pedido apresentado por parentes de vítimas da ditadura e pelo Instituto Vladimir Herzog.

    De acordo com o portal G1, o pedido foi apresentado após o porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros, informar na segunda-feira (25) que o presidente Jair Bolsonaro havia determinado ao Ministério da Defesa que fizesse as “comemorações devidas” sobre o golpe.

    A declaração de Rêgo Barros gerou forte polêmica. O Ministério Público Federal disse que a decisão de Bolsonaro merecia “repúdio” e podia configurar improbidade administrativa; e a Defensoria Pública pediu à Justiça Federal para proibir as comemorações, por exemplo.

    Segundo Bolsonaro, a decisão foi “rememorar” a data de 31 de março de 1964, não comemorar o golpe.