Furnas: Aécio e Cunha podem ser investigados por suspeita de propina

    Ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli avaliam pedido de abertura de inquérito contra o senador e o deputado; os dois parlamentares rechaçam denúncias

    (Foto: Reprodução)

    Escolhido por sorteio, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, será o relator do pedido de abertura de inquérito para apurar o envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em irregularidades em Furnas.

    Também apontado em delação como beneficiário de um esquema de pagamento de propinas na estatal, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente afastado da Câmara dos Deputados, é alvo de investigação no STF. O ministro Dias Toffoli foi sorteado para assumir a relatoria do pedido de investigação contra Cunha.

    Na terça-feira (10), o ministro Teori Zavascki avaliou que os dois casos não tinham relação com a Operação Lava Jato e remeteu os pedidos ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que determinou sorteio para novas relatorias.

    Organização – No pedido para investigar Cunha por irregularidades em Furnas, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o objetivo da apuração é investigar uma grande organização criminosa, que teria o deputado como um dos líderes.

    Ao pedir a investigação do senador Aécio, Janot se baseou em citação do senador cassado Delcídio do Amaral e de depoimentos do doleiro Alberto Yousseff, um dos principais delatores da Operação Lava Jato.

    Segundo os depoimentos, Aécio receberia valores mensais de uma das empresas contratadas por Furnas. O dinheiro chegaria por meio de uma irmã e teria sido pago entre 1996 e 2001. Se comprovada a denúncia, Neves pode responder por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

    Em nota, Aécio Neves rechaçou as denúncias e disse ter “convicção de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas”. Cunha nega envolvimento com irregularidades em Furnas.