Flávio nega ter questionado segurança das urnas eletrônicas

    Pré-candidato à Presidência citou informações sobre supostas fraudes nas eleições da Venezuela e mencionou a empresa Smartmatic

    Foto: Neison Cerqueira / bahia.ba

    O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (22), que não questionou a integridade do sistema eleitoral brasileiro nem a segurança das urnas eletrônicas durante um discurso a embaixadores estrangeiros.

    A declaração foi divulgada por meio de nota após a repercussão de um trecho de sua fala, realizada na terça-feira (21), durante um encontro organizado pelo site The Brazilian Report e pela agência Novo Selo Comunicação.

    Na ocasião, Flávio citou informações sobre supostas fraudes nas eleições da Venezuela e mencionou a empresa Smartmatic, afirmando que máquinas utilizadas no Brasil teriam a mesma origem. A informação, no entanto, já foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Equipe diz que Flávio relatou apenas dois fatos

    Em comunicado, a equipe do pré-candidato afirmou que o discurso se limitou a mencionar dois episódios: a reunião realizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro com embaixadores, que resultou em sua inelegibilidade, e um relatório da CIA sobre supostas fraudes nas eleições venezuelanas.

    Segundo a nota, Flávio teria afirmado expressamente que não estava questionando o sistema de votação brasileiro e defendido o fortalecimento de missões internacionais de observação eleitoral.

    O comunicado foi assinado também pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da pré-campanha, e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da chapa.

    TSE já desmentiu relação entre Smartmatic e urnas brasileiras

    A afirmação sobre uma suposta relação entre a Smartmatic e as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil já foi desmentida pelo TSE.

    Segundo a Justiça Eleitoral, a empresa venezuelana não fornece urnas eletrônicas nem softwares utilizados no sistema de votação brasileiro. O projeto das urnas e do sistema eletrônico de votação foi desenvolvido e é administrado pela própria Justiça Eleitoral.

    Na nota divulgada nesta quarta, a equipe de Flávio Bolsonaro reafirmou a confiança no sistema eleitoral brasileiro e defendeu a participação de missões internacionais de observação nas eleições como forma de ampliar a transparência e a confiança pública no processo eleitoral.

    Confira a nota na íntegra

    “Não é verdade que o pré-candidato Flávio Bolsonaro tenha questionado a integridade do sistema de votações no Brasil.

    Em sua fala, o pré-candidato se limitou a relatar dois fatos públicos e amplamente divulgados pela imprensa: 1) o fato originariamente gerador da inelegibilidade de seu pai, Jair Bolsonaro (uma notória reunião com embaixadores); 2) um relatório recentemente divulgado pela CIA, a respeito de fraudes nas eleições venezuelanas.

    Em sua fala, que é brevíssima neste ponto, o pré-candidato Flávio Bolsonaro afirma expressamente que “não está questionando o sistema de votação brasileiro” e exorta os diplomatas ali presentes a mandarem o maior número possível de representantes em missões de observação internacional.

    Afastada qualquer descontextualização das falas do pré-candidato, sua equipe de pré-campanha reafirma sua integral confiança no sistema eleitoral brasileiro e sua crença irrestrita de que as missões de observação internacional devem ser fortemente estimuladas, pois contribuem para o “aperfeiçoamento do processo eleitoral, ampliando a transparência, a integridade e a confiança pública nas eleições”.”