Flávio estende agenda nos EUA e diz cumprir papel que deveria ser de Lula

    Em Washington desde domingo, senador acusou o governo federal de omissão em audiência sobre tarifaço

    Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Ricardo Stuckert / PR

    O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), revelou que adiou o retorno ao Brasil em um dia para participar de reuniões sobre a imposição de tarifas de 25% do governo de Donald Trump sobre o mercado brasileiro.

    Do aeroporto internacional de Washington, o filho do ex-presidente não detalhou os novos compromissos, mas disse que estaria fazendo a parte dele para ajudar o Brasil.

    “Fui conversar com algumas pessoas para tentar influenciar o governo a não tarifar o Brasil. Estou fazendo a minha parte, né? O que era para o Lula estar fazendo, eu fiz”, disse Flávio ao jornal Folha de S.Paulo.

    Em transmissão no Youtube no mesmo dia, Flávio voltou a falar sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando o governo federal de não ter enviado representantes para defender os interesses do Brasil nas audiências sobre o tarifaço nos EUA.

    “Estou aqui fazendo a minha parte, longe da minha família, defendendo o meu país, e vou continuar porque é uma convicção. Tenho certeza de que é isso que o presidente Bolsonaro estaria fazendo se estivesse representando o governo brasileiro”, destacou.

    O parlamentar chegou em Washington no domingo (5) e falou com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, afirmando que a aplicação de tarifas contra o Brasil poderia favorecer a candidatura de Lula.