‘Faz jogo contra o país’: Jerônimo ataca Flávio Bolsonaro após reunião com Trump

    Governador da Bahia afirma que governo estadual já se prepara para impactos econômicos

    Foto: Neison Cerqueira/bahia.ba

    O governador Jerônimo Rodrigues (PT) fez duras críticas à oposição, em especial ao bolsonarismo e ao pré-candidato à Presidência da República e senador, Flávio Bolsonaro (PL), após o parlamentar ir aos Estados Unidos se encontrar com o presidente norte-americano, Donald Trump. 

    O encontro entre Flávio Bolsonaro e Trump ocorreu na Casa Branca, no dia 26 de maio. Após a reunião, o presidente dos EUA voltou a atacar o sistema de pagamentos Pix</a> e propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

    Em entrevista coletiva durante o anúncio de obras viárias e investimentos que beneficiam municípios baianos, Jerônimo disse que a ida de Flávio aos EUA configura um ataque direto à economia nacional e ao setor produtivo.

    style=”vertical-align: inherit;”>“O bolsonarismo vai aos Estados Unidos lamber as botas, pedir para castigar o Brasil. É impressionante isso, como é que alguém que quer concorrer a um governo federal, sai do país para pedir contra o próprio país, não tem como”, disse o governador da Bahia. </span>

    Jerônimo articula medidas previstas contra novas tardefas

    Jerônimo revelou que o Governo da Bahia já se prepara para possíveis impactos econômicos caso novas tarifas sejam efetivadas pelos Estados Unidos, destacando diálogo com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e o governo federal.

    “Todo mundo sabe, esse tarifaço é um castigo, é um prejuízo. Não é para o Lula, simplesmente, como presidente. É para a classe produtiva, os exportadores, é impressionante como algumas pessoas não querem enxergar. Um candidato a presidente da República está fazendo jogo contra o próprio país”, acrescentou. 

    “É um novo movimento, nós fizemos um movimento junto com a FIEB, juntamos todos os esforços nossos com os produtores,  fomos à Brasília, sentamos com o presidente Lula, fizemos aqui o esforço para poder adquirir produtos, para amenizar, não resolveria amenizar”, revelou Jerônimo. 

    “Vamos tentar ver o que vai acontecer para a gente poder se mobilizar, se juntar com a classe produtora. Quero mais uma vez me dirigir à FIEB, dizer que nós estamos prontos para caso isso venha a acontecer, a gente tornar, se juntar, fazer reuniões e correr atrás”, concluiu.