Ex-ministro do GSI é usado como ‘moeda de troca’ para oitiva de Torres na CPMI do 8/1

    Ideia dos parlamentares governistas é de aceitar o pedido de bolsonaristas de ouvir o general Gonçalves Dias, em troca de que a posição aceite marcar o depoimento de Anderson Torres

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Parlamentares governistas da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro vão usar o general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) da gestão Lula, como “moeda de troca” para que o depoimento do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, aconteça. 

    De acordo com a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, a ideia dos deputados e senadores da base do governo é de aceitar o pedido de bolsonaristas de ouvir o general, em troca de que a posição aceite marcar o depoimento de Torres. 

    Segundo a coluna, a oitiva do ex-diretor adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura da Cunha, também será autorizada. Na época dos ataques antidemocráticos em Brasília, Saulo era o responsável pelo órgão. 

    O depoimento do ex-diretor está marcado para terça-feira (1), data em que a CPMI retoma os trabalhos após o recesso. Ele será a primeira testemunha ouvida pela comissão a pedido dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).