Em meio a crise, Onyx busca apoio para continuar na Casa Civil

    Bolsonaro avalia transferir aliado para Educação, Desenvolvimento Regional ou Cidadania

    Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    Enquanto o presidente Jair Bolsonaro busca uma saída para a crise política protagonizada pela Casa Civil, o ministro da pasta, Onyx Lorenzoni (DEM), articula para se manter no cargo.

    Em conversa com aliados na sexta-feira (31), segundo informações da Folha de S.Paulo, Bolsonaro discutiu formas de contemplar o aliado com um novo posto na Esplanada dos Ministérios. Ele avalia transferir Onyx para Educação, Desenvolvimento Regional ou Cidadania.

    A Casa Civil foi esvaziada quando o presidente decidiu retirar da pasta o PPI (Programa de Parceira de Investimentos) após imbróglio envolvendo o secretário-executivo do ministro, Vicente Santini, que foi demitido, recontratado, e novamente demitido em período de poucas horas.

    A decisão de destituir Santini surgiu após ele viajar com duas assessoras em um voo exclusivo da FAB (Força Aérea Brasil) de Davos (Suíça) para Déli (Índia), episódio que foi classificado de imoral por Bolsonaro.

    Diante dessa crise, Onyx decidiu antecipar para sexta a volta das férias. Ele estava nos Estados Unidos e até tentou conversar com o presidente por telefone, mas o chefe do Palácio do Planalto preferiu tratar do tema pessoalmente.

    No aguardo de um contato do presidente, Onyx deu início a uma articulação para tentar arregimentar apoio pela sua permanência na Casa Civil. Ele conversou com deputados bolsonaristas e com militares governistas, como Heleno.

    Deputado federal licenciado pelo DEM-RS, Onyx é um dos ministros da chamada ala ideológica do governo. Ao desembarcar em Brasília, Onyx apelou para o longo relacionamento com Bolsonaro. À Globonews ele disse que ainda quer “entender as razões” de Bolsonaro para as decisões referentes à Casa Civil.

    “Mas a nossa relação é de muita amizade, a nossa relação é de muita confiança entre um e outro, nós somos amigos há mais de 20 anos. Eu tenho certeza de que o entendimento vai prevalecer”, afirmou.