E como o rolo de Brasília repercute entre os baianos?

    Se Temer cair, cria-se o impasse; a banda esquerda, a de Rui, quer eleições diretas, a direita, a de Neto, quer indiretas

    Foto: Elias Dantas/ Ag. Haack

    Só para rememorar, já dizia Magalhães Pinto, velho político mineiro, que política é como a nuvem, você olha está de um jeito, olha um pouquinho depois já mudou tudo.

    Cai bem para ilustrar como as nuvens saltitaram de 2014 para cá no céu baiano. Vamos tentar mostrar como tais mudanças bateram no céu baiano e tentando fazer a previsão do tempo que, às vezes, falha, ressalte-se.

    Rui Costa elegeu-se governador em 2014 no embalo da vitória de Dilma. Festas. Vieram as turbulências, o impeachment e o choro. ACM Neto sorriu, óbvio.
    Mas as nuvens mudaram de posição, e rápido. Na real, Rui (e o PT) se livraram de um fardo pesado e ACM Neto ganhou outro, Temer, tão pesado que virou pesadelo.

    O dia D de Temer será terça no TSE. O time dele tem a esperança de ganhar e aí, avaliam, a fatura estaria liquidada. Ele ficaria até o fim, as ruas não teriam força para derrubá-lo.

    E se cair, cria-se o impasse; a banda esquerda, a de Rui, quer eleições diretas, a direita, a de Neto, quer indiretas.

    Pela direta, tem Lula na ponta. Pela indireta, já está decidido que o candidato será Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara e amigo de Neto. Olho na terça. Pode ser que tenha novas nuvens no ar.

    Benito com a palavra

    Benito Gama diz que torce para Temer ficar por achar que, nas atuais circunstâncias, é o melhor para o país:

    – Se o impeachment de Dilma fosse hoje, por exemplo, eu não votaria a favor. Porque o momento é inadequado. No próximo ano já teremos eleições, seria conturbar.