Distritão, a saída emergencial que o Congresso quer adotar para 2018

    Com a regra, a eleição vira majoritária: ganha quem tem mais voto. Ou seja, os 39 federais e 63 estaduais baianos, por exemplo, serão rigorosamente os mais votados

    Frase da vez

    “Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe pra onde ir”
    Sêneca, escritor e intelectual do Império Romano (4 a.C. – 65 a.C.).

    Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil
    Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

     

    Acuado pela Lava Jato por todas as vertentes, por dentro, por fora, da Chapeleira (como chamam o prédio do Congresso) ao Planalto, do outro lado da rua, do Oiapoque ao Chuí, meladeira geral, o Congresso só tem quatro meses para definir as regras do jogo para 2018 (esperança de muitos de salvar a pele).

    O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB), presidente da Comissão da Reforma Política da Câmara, diz que a crise ajuda. Tem lógica, pela urgência, emergência e necessidade de buscar o auto-socorro (no bom e no mau sentido).

    É certo que o voto em lista está descartado. Diz Lúcio, que está no horizonte o chamado Distritão, como forma transitória para o distrital misto. E, o principal, financiamento público, com direito a doações de pessoas físicas. Discute-se só o limite, alguns defendendo até dois salários mínimos, outros até 10.

    — Vamos ter que votar. É questão de necessidade.

    Necessidade de sobreviver, ressalte-se.

    O que é

    É o seguinte: os partidos lançam os candidatos a deputado, mas a eleição vira majoritária: ganha quem tem mais voto. Ou seja, os 39 federais e 63 estaduais baianos, por exemplo, serão rigorosamente os mais votados.

    Isso acaba as coligações. E também a figura do puxador de votos, como Tiririca em São Paulo.

    A ideia é que em 2022 adote-se o distrital misto. Metade dos deputados seria eleita em disputas majoritárias nos distritos e a outra no sistema proporcional.