Julgamento de Bolsonaro já tem sentença pronta, afirma deputado

    Diego Castro levanta dúvidas sobre as acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente da República

    Foto: Assessoria de Diego Castro

    O deputado estadual Diego Castro (PL) voltou a se posicionar em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e classificou como “injusto” o julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. Segundo o parlamentar, a condução do processo não apresenta neutralidade.

    “Esse julgamento já nasce com uma sentença pronta. É lamentável ver que aqueles que deveriam garantir a Constituição assumem posições políticas e não jurídicas”, declarou em entrevista bahia.ba.

    Críticas às denúncias da PGR

    Castro também levantou dúvidas sobre as acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Para ele, não há elementos que justifiquem a tese de golpe.

    “Que tipo de golpe é esse que usa bandeira do Brasil e não armas? Que trama é essa em que o transporte é um táxi e não tanques de guerra?”, questionou, em tom irônico.

    O deputado relembrou episódios da história recente do país para reforçar seu argumento, citando a atuação de militantes políticos no período da ditadura.

    Mobilização em defesa de Bolsonaro

    Além das críticas, Castro convocou apoiadores a participarem do ato organizado pelo Movimento Reaja Brasil, marcado para domingo (7). Em Salvador, a concentração ocorrerá às 9h, no Farol da Barra.

    “Será um grito de liberdade em defesa do estado democrático de direito e do maior líder popular da nação, Jair Bolsonaro. Não se trata de defender uma pessoa, mas o direito de existir oposição política”, disse o parlamentar.

    Segurança pública na Bahia

    O deputado também direcionou críticas ao governo estadual, especialmente ao projeto que promove mudanças nas estruturas das polícias Civil e Militar. Para ele, a proposta não enfrenta os reais problemas da segurança na Bahia.

    “Não vemos aumento de efetivo, nem valorização salarial para oficiais e praças. O que existe é apenas um remendo, que não resolve a insegurança da população. Hoje, quem governa a Bahia é o crime organizado”, afirmou.

    Na avaliação de Castro, o projeto representa uma tentativa de resposta sem resultados práticos, o que ele considera como “enxugar gelo” diante do avanço da violência no estado.