Cultura: vereador diz que Bruno Reis está apenas se sintonizando com plano nacional

    Sílvio Humberto afirma que nos últimos quatro anos a cultura sofreu muito no município

    Foto: Izis Moacyr/Bahia.ba

    Em entrevista ao bahia.ba, o presidente da Comissão de Cultura da Câmara de Municipal de Salvador, vereador Sílvio Humberto (PSB), rebateu a afirmação do prefeito Bruno Reis (União Brasil) de que a lógica da gestão tem sido sancionar imediatamente projetos do Legislativo que interfiram e/ou tenham alguma relação com a cultura na capital soteropolitana.

    Em entrevista à imprensa durante a inauguração do Monumento em homenagem a Maria Felipa, na Praça Cayru, no comércio na quinta-feira (27), o prefeito afirmou que a possibilidade de mudar a nomenclatura da praça Cayru, que leva o nome do Visconde de Cairu – um economista e político brasileiro -, localizada no bairro do Comércio, para homenagear a heroína da Independência do Brasil na Bahia, Maria Felipa, depende do aval da Câmara. No entanto, de acordo com o vereador, a pauta da cultura em Salvador “não é tratada assim, de forma democrática.”

    “A cultura sempre foi tratada pela Câmara em uma construção de quatro mãos. Assim foi o plano municipal de cultura. Se considerarmos o que a cultura sofreu ao longo destes quatro anos, foi uma tentativa de terra arrasada, mas se fechou uma porta e abriu um portal. Basta ver a lei Aldir Blanc e a lei Paulo Gustavo agora. Então o que o prefeito está fazendo é se sintonizar com o que vem acontecendo no plano nacional”, afirma o vereador.

    O socialista acrescenta ainda que temos um ministério da Cultura e, igual a um jogo de xadrez, o prefeito está estabelecendo uma sintonia com o que está acontecendo no plano nacional e, que não vê como surpresa o que tem sido feito.

    “Tem um secretário de Cultura atuante, está fazendo as pontes e a cultura não pode esperar. Agora eu entendo que para que a cultura realmente possa alavancar a economia do nosso município que é pobre, é preciso entender que a cultura precisa ser um eixo estruturante do desenvolvimento econômico da nossa cidade, aí não é só uma virada de chave. Aí é outra porta que precisa ser aberta e, eu não acredito que esta administração vá fazer”, diz Sílvio Humberto.