Criticado por Lira, Padilha diz que não vai ‘descer a esse nível’

    Durante um evento no Paraná, Lira atribuiu a Padilha a informação supostamente vazada de que ele teria liderado uma articulação para favorecer a soltura do deputado Chiquinho Brazão

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Depois de ter sido chamado de “incompetente” e classificado como “desafeto pessoal” por Arthur Lira, o ministro Alexandre Padilha afirmou nesta sexta-feira (12) que não descerá “a esse nível”, ao responder as declarações do presidente da Câmara dos Deputados. A informação é da coluna Radar, da revista Veja.

    “Primeiro, sobre competência, eu deixo as palavras do presidente Lula, que no dia de ontem já falou sobre isso”, declarou o chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, em referência a uma fala do chefe durante evento nesta quarta-feira. “O Padilha vai bater recorde, porque é o ministro que tá durando muito tempo no seu cargo e vai continuar pela competência dele”, declarou Lula, na ocasião.

    “Sobre o resto das palavras, sinceramente eu não vou descer a esse nível. Eu sou filho de uma alagoana arretada que sempre disse ‘meu filho, se um não quer, dois não brigam’. Eu aprendi a fazer política com o presidente Lula, política com civilidade. Eu vejo a relação do governo Executivo com o Congresso Nacional como uma dupla de sucesso que nós fizemos ano passado, queremos repetir esse sucesso. Não tenho qualquer tipo de rancor”, complementou o articulador político do governo.

    Na sequência, Padilha citou versos do rapper Emicida: “mano, rancor é igual tumor, envenena a raiz, e a plateia só deseja ser feliz”.

    Durante um evento no Paraná, Lira atribuiu a Padilha a informação supostamente vazada de que ele teria liderado uma articulação para favorecer a soltura do deputado Chiquinho Brazão, apontado como um dos mandantes do assassinato de Marielle Franco. O presidente da Câmara nega a movimentação.

    “Isso foi vazado do governo e, basicamente, do ministro Padilha, que é um desafeto, além de pessoal, incompetente. Não existe partidarização. Eu deixei bem claro que ontem a votação foi de cunho individual, cada deputado responsável pelo voto que deu”, disse Lira.