CPMI do INSS rejeita relatório final e termina sem consenso no Congresso

    Parecer previa indiciamento de mais de 200 pessoas, mas foi derrubado por 19 votos a 12

    Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o relatório final dos trabalhos da comissão apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL). O parecer recebeu 19 votos contra e 12 a favor.

    O documento, com cerca de 4,3 mil páginas, recomendava o indiciamento de mais de 200 pessoas. Entre elas, parlamentares, ex‑ministros, além do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”.

    Após a divulgação do resultado, parlamentares da base do governo Lula (PT) pressionaram o presidente Carlos Viana (Podemos-MG) a nomear um novo relator. A ideia era que os governistas apresentassem um “relatório paralelo”, apresentado nesta sexta-feira (27). O documento recomendava o indiciamento de 130 pessoas, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    No entanto, Viana negou o pedido para avaliar um novo relatório e encerrou a sessão sem analisar o relatório dos governistas. Com isso, a comissão encerra os trabalhos sem um relatório aprovado.