CPI do Crime Organizado adia decisão sobre quebra de sigilos de João Roma

    Requerimento contra ex-ministro ficou de fora da votação em bloco nesta quarta (11)

    Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados
    Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados

     

    A CPI do Crime Organizado do Senado Federal decidiu, nesta quarta-feira (11), retirar de pauta e adiar a análise do requerimento que solicita a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma. Ele é apontado nos bastidores para compor a chapa majoritária de ACM Neto (União Brasil) ao Senado.

    Enquanto o colegiado avançou na aprovação de medidas restritivas contra outros investigados e empresas ligadas ao Banco Master, o pedido específico contra o político baiano foi um dos dois únicos itens que ficaram de fora da votação em bloco, devendo ser analisado separadamente em data ainda não definida.

    Apesar do adiamento sobre os dados financeiros, a convocação de Roma para depor permanece confirmada. Como o requerimento de oitiva já havia sido aprovado anteriormente, o ex-ministro é obrigado a comparecer ao Senado nas próximas semanas.

    O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), argumenta que as oitivas buscam esclarecer como o crime organizado transita pelo mercado financeiro, ressaltando que a convocação não significa, por si só, uma acusação formal.

    O que diz João Roma

    Roma tem se manifestado contra as medidas da comissão. Ele afirma não ter qualquer relação com os fatos apurados e classifica a movimentação como uma estratégia do governo federal para “desviar o foco”. De acordo com o ex-ministro, os pedidos da CPI “não possuem fundamento minimamente razoável”.

    Medidas adotadas pela CPI 

    Entre as medidas adotadas pelos parlamentares que compõem a CPI, está a autorização da quebra de sigilo para o empresário Fabiano Campos Zettel, solicitação ao Coaf de dados de inteligência financeira sobre o Banco Master e aprovação de convocação de ex-dirigentes do Banco Central e do ex-ministro Paulo Guedes.