Coronel diz que vai defender mais segurança e grana para municípios

    Vai para Brasília e diz que quando lá chegar já sabe o que fazer: focar o mandato em duas questões, municipalismo e segurança

    Frase da vez

    “O tempo é o berço da esperança e o túmulo da ambição”

    Charles Caleb Colton, escritor inglês (1780-1832)

    Foto: Vaner Casaes
    Foto: Vaner Casaes

     

    Angelo Coronel (PSD) sempre disse que nunca pensou em ser presidente da Assembleia, muito menos senador. Caso não fosse candidato, já estava decidido a pendurar as chuteiras após seis mandatos de deputado estadual, depois de ter iniciado a carreira como prefeito de Coração de Maria, região de Feira de Santana. E no início da campanha brincava:

    — Quero ver se o povo vai me mandar para Brasília ou de volta para Coração de Maria.

    Vai para Brasília e diz que quando lá chegar já sabe o que fazer: focar o mandato em duas questões, municipalismo e segurança.

    Municipalismo

    Coronel é direto na questão municipal, segundo ele, a cada dia com mais atribuições e menos dinheiro:

    — Não gosto de falar em Pacto Federativo porque ninguém sabe o que é. Mas queremos a redefinição da partilha do bolo tributário. O Congresso vai ter que ter a coragem de atacar. E atacar na fonte. Quando alguém toma uma topada e cai, não procura o governador ou o presidente. Procura é o prefeito.

    Coronel diz também ser a favor de um combate ostensivo contra o narcotráfico, segundo ele, razão principal da insegurança pública galopante, como se vê hoje:

    — Não entendo como o Brasil, com 17 mil quilômetros de fronteiras terrestre, só monitora 4% via satélite. São apenas 600 quilômetros, no conjunto, nada.

    Nesse ponto parece que ele pensa como Bolsonaro.