Cavalcanti minimiza polêmica sobre disputa entre Tebet e Rui por PPI: ‘Isso nao existe’

    Encarregado de coordenar o programa, ele desconversou também sobre possibilidade do ex-governador da Bahia obter a ‘paternidade’ do PAC

    Foto: Matheus Morais / bahia.ba

    Após o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) transferir o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Ministério da Economia para a Casa Civil, chefiada por Rui Costa (PT), o encarregado de comandar o programa, Marcus Cavalcanti (PSD), minimizou a polêmica em torno da suposta disputa entre o ex-governador da Bahia e a futura ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB).

    “Existe uma polêmica aí sobre isso, mas isso não existe. Até porque existe um conselho que aprova, que fazem parte os ministros. Como não existia o Ministério do Planejamento, o conselho era com Ministério da Economia, Casa Civil e mais dois ministérios setoriais”, afirmou o ex-secretário estadual de Infraestrutura, na manhã deste domingo (1º), durante cerimônia de posse do governador Jerônimo Rodrigues (PT), na Assembleia Legislativa da Bahia.

    Segundo o futuro secretário executivo do PPI, com o retorno do Planejamento à estrutura do governo federal, a pasta passa a integrar o conselho onde são definidas as ações que devem integrar o programa, que na reestruturação do governo saiu da Economia para a Casa Civil.

    “Isso que eu falei de obras públicas é o que antigamente era chamado PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e hoje foi envelopado com uma série de ações. Então, a Casa Civil terá dois braços: um com recursos diretamente do tesouro e outro que são os recursos que são feitos com as parcerias com o setor privado. Uma é subchefia de acompanhamento e monitoramento e a outra é a secretaria executiva da PPI”, detalhou Cavalcanti sobre as atribuições do ministério.

    Questionado sobre a possibilidade do ex-governador Rui Costa obter a “paternidade” do PAC na nova gestão de Lula, ele desconversou. “Não, Rui vai ser o coordenador das ações de gestão de governo. Mas, se vai ter pai do PAC e se vai ter PAC ainda, ainda são outras ações”, declarou.