Carnaval em 2022 só se for à lá meia boca. Não dá mais tempo

    "Ainda não sabemos até onde poderemos chegar"

    Foto: Reprodução/ Quero Abadá
    Foto: Reprodução/ Quero Abadá

     

    Dizem que o setor de entretenimento foi o que mais sofreu com a pandemia – o primeiro a fechar e o último a abrir. E agora, que os números sinalizam o início da caminhada para a volta da normalidade, teremos carnaval?

    Leo Prates, secretário de Saúde de Salvador, com a palavra:

    — Ainda não sabemos até onde poderemos chegar. O fluxo das vacinas não depende da gente. E também ainda não se sabe até que ponto a variante Delta vai nos perturbar, mas o fundamental é que estejamos preparados. E estamos nos preparando.

    O certo é que o carnaval, se houver, não será como os de antigamente, pelo menos em 2022. O velho normal só em 2023, ao tudo indica.

    Réveillon

    Óbvio que o carnaval já não será o mesmo porque a indústria parou. Ninguém arriscou vender camarotes e abadás, algo que começa logo após a última folia, com o risco de não entregar.

    Leo diz que partilha da tese de Fábio Vilas Boas, secretário de Saúde do Estado, para quem poderia se fazer o carnaval em ambientes mais ventilados e com acesso controlado, inclusive o do certificado de vacina.

    — Estamos avaliando todos os cenários possíveis.

    E o Réveillon? Segundo Leo, segue a mesma lógica, embora em Barra Grande, na Península de Maraú, e para a Ilha de Boipêba, em Cairu, já existam empresas vendendo ingresso. Fábio Vilas acha bom os compradores exigirem a devolução, caso a festa não aconteça.