Câmara adia votação de projeto que autoriza retomada do Conselho de Ética

    Se aprovado, poderia ser analisada ação sobre a cassação da deputada Flordelis (PSD-RJ), apontada como mandante do assassinato do marido

    Foto: Najara Araújo/Agência Câmara

    Foi adiada a votação do projeto de resolução que retomaria o funcionamento do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Se aprovado, poderia ser acelerada a análise de ação sobre a cassação da deputada Flordelis (PSD-RJ), apontada como mandante do assassinato de seu esposo, o pastor Anderson do Carmo.

    De acordo com informações da Folha de S.Paulo, alguns entraves impediram a formulação de acordo para aprovação do projeto. Entre eles, a avaliação de que o texto dá poderes “extraordinários” aos presidentes das comissões. O projeto autorizaria a reabertura das comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Finanças e Tributação (CFT) e da Fiscalização Financeira e Controle.

    Também há receio por parte da oposição em torno do dispositivo que permite ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), autorizar o funcionamento de outras comissões permanentes ou temporárias. Isso implica dizer que seria possível instalar comissão especial para debater o mérito da PEC da reforma administrativa após eventual aprovação na CCJ.

    Pesa ainda o temor de alguns parlamentares com relação a processos em análise no Conselho de Ética. Após apreciação da representação contra Flordelis, os membros do conselho voltariam a analisar ações como as que envolvem deputados bolsonaristas, como Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Jair Bolsonaro.