Bruno Reis defende parcerias com o Estado, mas descarta dependência para avanços na saúde

    Prefeito de Salvador afirma que secretários estão autorizados a buscar cooperação com o governo estadual, mas reforça que gestão não condiciona resultados ao apoio externo

    Foto: André Souza/ bahia.ba

    O prefeito Bruno Reis (União Brasil) foi questionado sobre uma possível aproximação entre a Prefeitura de Salvador e o governo do Estado para tratar das questões da saúde pública. Durante o anúncio do novo titular da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o chefe do Executivo Municipal afirmou que “o secretário está autorizado a procurar a secretária estadual para avaliar quais parcerias podemos desenvolver em conjunto”.

    “Não há dificuldade nenhuma nisso. Todos os meus secretários devem procurar o governo do Estado e o governo federal, devem levar projetos, propostas e iniciativas. Mas todos sabem que não devem condicionar os seus resultados ao apoio do governo do Estado ou do governo federal”, afirmou o prefeito nesta segunda-feira (10), em coletiva de imprensa no Palácio Thomé de Souza.

    Bruno Reis também aproveitou o momento para negar acusações de que estaria jogando a responsabilidade da saúde no Estado. “O prefeito, em nenhum momento, fica aqui dizendo: ‘Isso não aconteceu porque não é comigo’ ou ‘Isso não é culpa minha, era o governo que tinha que fazer A, B, C ou D’. Pelo contrário, vocês nos viram assumindo atribuições, responsabilidades e competências que não eram nossas”, pontuou.

    O prefeito também destacou que considera mais importante melhorar a vida das pessoas. “Digo sempre isso à nossa equipe, no nosso despacho de área. O cidadão, lá na ponta, não quer saber se a culpa é do prefeito, do governador ou do presidente. As pessoas querem soluções para seus problemas”, acrescentou.

    “Vamos procurar e apontar quais são os problemas e pedir apoio para solucioná-los. Mas não vamos esperar que haja sensibilidade por parte deles para resolver esses problemas. Vamos enfrentá-los e melhorar a vida das pessoas”, concluiu.