Bolsonaro: será ‘difícil’ para o Congresso aumentar valor do saque do FGTS

    Governo definiu no saque imediato o limite de R$ 500 por conta ativa ou inativa

    Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

    O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (26) que acha “difícil” para o Congresso aumentar o valor de R$ 500 por conta no saque imediato do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

    Uma medida provisória (MP) foi assinada por Bolsonaro esta semana. A MP criou novas possibilidades para os trabalhadores retirarem dinheiro de suas contas do FGTS. Uma das ações é o saque imediato, cujo calendário de retiradas irá de setembro de 2019 a março de 2020.

    O governo definiu no saque imediato o limite de R$ 500 por conta ativa ou inativa, contudo, reportagem do jornal “O Globo” mostra que parlamentares avaliam modificar a MP. O líder do Podemos, José Nelto (GO), defendeu ampliar o valor para ao menos R$ 1 mil por conta, enquanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, considerou os R$ 500 justos.

    As medidas provisórias têm força de lei ao serem publicadas no “Diário Oficial da União”, porém precisam ser aprovadas em até 120 dias por Câmara e Senado para não perderem a validade. Os parlamentares podem alterar o texto das MPs.

    Segundo o portal G1, Bolsonaro foi questionado sobre o tema nesta sexta-feira ao deixar o Palácio da Alvorada para uma viagem a Goiânia. Para o presidente, não há “problema” em aumentar o valor do saque imediato, desde que fique comprovado que não haverá falta de recursos para construção de casas populares.
    Parte do saldo das contas do FGTS é utilizada pelo governo para financiar linhas de crédito nas áreas de habitação, saneamento básico e infraestrutura.