Big Aron, o luxo flutuante preso vai ao quarto leilão

    Com ou sem leilão, o final está à vista

    A novela do Big Aron, o iate de luxo apreendido pela Receita (avaliado em mais de R$ 60 milhões), pode estar com os dias contados. Dia 24 ele vai para o quarto leilão por algo aí em torno de R$ 12 milhões, segundo o delegado da Alfândega na Bahia, Fernando Mattos, com a ressalva:

    — O preço ainda está em discussão, mas fica por aí.

    — E existe a possibilidade de doar para a Marinha?

    — Sim. Se discute isso..

    Traduzindo, com ou sem leilão, o final está à vista.

    Partido alto — O Big Aron tem sido pauta constante nas rodas de ricos e milionários do Brasil e do mundo, especialmente os aficcionados da náutica.

    Está preso há seis anos, na Marina de Salvador.

    O Big foi a leilão a primeira vez no pregão eletrônico da Receita em maio, por R$ 26,8 milhões. Ninguém quis. No inicío de junho voltou ao pregão por R$ 21 milhões, também não houve interessados. Em agosto por R$ 17 milhões, nada. Com os R$ 12 milhões de agora, gente que entende diz que ‘começou a ficar interessante’. Até porque, diz um deles, o barco é muito bom, mas está superavaliado, não valeria os R$ 60 milhões iniciais, nem ao menos os R$ 26 milhões do primeiro leilão.

    A pendenga final fica pela conta da Marina. Até 2016, que perdeu o barco para a Receita porque o Brasil proíbe a importação desse tipo de bens usados, pagava como fiel depositário. Ele jogou a tolha e o resto se vê depois.