Após críticas a invasões, ministros de Lula participam de evento do MST

    Padilha e Teixeira viraram alvos de críticas do MST, que agora discute a possibilidade de rejeitar o convite para compor o Conselhão, que deverá ser criado pelo governo Lula, em maio

    Foto: Divulgação/MST

    Após críticas públicas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) por invasões realizadas durante ações do “Abril Vermelho”, os ministros Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e Alexandre Padilha (Secretaria de Relacionais Institucionais) participarão da 4ª edição da Feira Nacional da Reforma Agrária, entre 11 e 14 de maio, em São Paulo.

    O evento volta ao parque da Água Branca após quatro anos, com a autorização do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

    Após coletiva de imprensa, haverá ato de lançamento da cozinha escola Pra Brilhar Dona Ilda Martins, instalada no local, com a participação dos ministros e de lideranças do MST, como João Pedro Stédile, Ieda Matos, do restaurante Casa de Ieda, Elaine Azevedo, nutricionista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo, entre outros.

    A relação do MST, conforme a Folha de S.Paulo, ficou especialmente desgastada nos casos dos dois ministros, que repudiaram as ações do movimento e foram acusados por eles de dificultarem as trocas das superintendências do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

    Teixeira chegou a dizer que as invasões do MST estressaram a relação com o governo Lula e atrasaram o plano nacional da reforma agrária. Padilha condenou “veementemente qualquer ato que danifique áreas e processos produtivos” e disse acredita que “o movimento e outros movimentos tenham outras formas de luta que podem conquistar ainda mais a sociedade para uma causa tão importante que é a causa da reforma agrária, agricultura familiar, produção de alimentos no nosso país”.

    Diante disso, os dois viraram alvos de críticas do MST, que agora discute a possibilidade de rejeitar o convite para compor o Conselhão, que deverá ser criado pelo governo Lula em maio.