O ex-deputado e atual diretor de gestão corporativa da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), Alex Lima (PSB), rebateu as críticas do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) sobre a segurança pública na Bahia. Ele lembrou o caso dos grampos na política baiana, destacando que a ação foi usada “inclusive para questões amorosas do ex-governador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007)”.
“Quando governaram a Bahia, a única política de Segurança era grampear adversários políticos, inclusive para questões amorosas”, disse o ex-deputado em seu perfil no X (antigo Twitter), nesta terça-feira (12).
Em entrevista ao bahia.ba, o ex-deputado destaca que a publicação “é uma resposta ao sensacionalismo que o líder da oposição [ACM Neto] tem feito”. Para o gestor da Embasa, o grupo liderado pelo presidente da Fundação Índigo, além de críticas, “não apresentam soluções” sobre o tema
“É uma resposta ao sensacionalismo que o líder da oposição aqui na Bahia [ACM Neto], o candidato derrotado por Jerônimo na última eleição, tem feito. Eles não apresentam soluções e tem criticado de maneira ostensiva, ofendendo até nosso sistema de segurança, nossos policiais que estão na rua, dando a vida para nos prestar a finalidade de prover segurança pública para todos”, disse.
Ao recordar o escândalo dos grampos, Alex Lima pontuou que, além da polêmica no cenário político, foi descoberto também o protagonismo de ACM em “uma disputa amorosa”.
“Foi montada uma ‘grampolândia’ na época em que o grupo político do avô de Neto governou a Bahia. Eles governaram a Bahia por muitos anos. Quem não se lembra da ‘falinha’ que foi descoberta na Secretaria de Segurança Pública, com diversos dossiês contra adversários políticos. Quem não se lembra quando a Secretaria de Segurança Pública, sob orientação do ex-senador, grampeou adversários e [que ele] foi protagonista de uma disputa amorosa com uma namorada”, completa.
O esquema de grampos montado pelo então senador Antônio Carlos Magalhães na SSP foi revelado pela revista ISTOÉ, em 2003, e repercutiu por todo país. Além da vida política, a ação respingou na vida privada de ACM. A advogada Adriane Barreto, apontada à época como amante do ex-governador, e o namorado dela, Plácido Farias, foram uma das pessoas que tiveram o sigilo telefônico violado.
Para a Folha de São Paulo, numa reportagem de 2003, o advogado Sérgio Reis, amigo de Plácido, disse que era “de domínio público que Antonio Carlos Magalhães teria tido um namoro com Adriane”, e que os grampos no telefone do casal teria sido motivado pelo ex-governador não ter aceitado “pacificamente a decisão de Adriane de passar a namorar Plácido Farias.”
Quando governavam a Bahia, a única política de Segurança era grampear adversários políticos, inclusive para questões amorosas.
— Alex Lima (@depalexlima) September 12, 2023

