A pandemia está baixando, mas o futuro do Réiveillon ainda é incerto

    Variante Delta já não é a maior preocupação. Terror agora é a Lota, vinda dos EUA

    Leo Prates, secretário municipal de Saúde (Foto: Matheus Morais/bahia.ba)
    Leo Prates, secretário municipal de Saúde (Foto: Matheus Morais/bahia.ba)

     

    Os números negativos da pandemia estão baixando, e já tem muita gente aí vendendo pacotes para o Réveillon, mas Rui Costa pede cautela; diz que a situação ainda requer muitos cuidados, e Leo Prates (foto), secretário de Saúde em Salvador, assina embaixo: o cenário é de incertezas mesmo.

    Leo diz que os maus sinais vêm de países como EUA, China e Israel, que liberaram o uso de máscara e agora estão recuando. No tempero da piora, vem dos EUA outra má notícia agregada, o aparecimento da variante Lota, 60% mais letal.

    — A questão é que as cepas se proliferam mais rápido do que as nossas possibilidades de vacinar. O mundo ainda não está produzindo vacinas suficientes para a demanda.

    Cenários

    Leo diz que, diante das circunstâncias atuais, pode se vislumbrar três cenários possíveis:

    1 — A pandemia regrediu, travou tudo de novo.

    2 — A pandemia foi superada, liberou geral.

    3 — A pandemia está sendo superada, mas o controle parcial da situação ainda é mais que necessário.

    Ele acha caminhamos mais para a terceira opção. Ou seja, a volta do Réveillon no estilo ‘velho normal’ só em 2023. Talvez. Também nessas circunstâncias, é claro que o Carnaval, já muito prejudicado, se complica mais. Leo diz que a melhor ideia até agora é a de Ivete Sangalo, de fazer num ambiente fechado com acesso controlado.

    — Fundamental é termos planejamento para tudo. E estamos nos organizando.