A difícil vida dos deficientes visuais nas ruas de Salvador

    A prefeitura liberou para que os responsáveis pelos passeios façam pisos táteis, mas muitos não obedecem as regras da ABNT, e o resultado é que tem pisos dando em cima de árvores, postes e orelhões

    Gilson Ferreira Coelho, presidente da Associação Baiana para Cultura e Inclusão (Abaci), instituição que também defende os deficientes visuais, diz que os cegos que andam pelas ruas de Salvador se sentem abandonados no que diz respeito às condições de mobilidade.

    — A Prefeitura de Salvador liberou para que os responsáveis pelos passeios façam pisos táteis, mas muitos não obedecem as regras da ABNT, e o resultado é que tem pisos dando em cima de árvores, postes e orelhões.

    Diz Gilson que onde o piso está como manda o figurino, a exemplo das transversais que ligam as Avenidas Sete de Setembro e Carlos Gomes, os camelôs ocupam tudo:

    — Nós brigamos, mas a resposta é zero.