Na presidência do DEM, Neto bota um pé no palco federal de olho no estadual

    Neto diz que ainda não sabe se vai, mas vai ter que ir. É mais ou menos como aquela música de Raul Seixas, a Maluco Beleza: este caminho que eu mesmo escolhi, é tão fácil seguir, por não ter onde ir

    Frase da vez

    “Que benefício teremos? Poucos vão enriquecer. Muitos vão lavar dinheiro e o resto da população brasileira vai perder seu patrimônio”

    Ronaldo Caiado, senador do DEM de Goiás, na CCJ do Senado, se colocando contra a legalização dos jogos no Brasil.

    Foto: Divulgação/Secom
    Foto: Divulgação/Secom

     

    ACM Neto toma posse hoje em Brasília na presidência do DEM sob os aplausos das principais lideranças baianas da oposição que também vão aproveitar o ensejo para mais uma vez pressionar: ele vai ter que disputar o governo simplesmente por ser o único caminho a seguir.

    Neto diz que ainda não sabe se vai, mas vai ter que ir. É mais ou menos como aquela música de Raul Seixas, a Maluco Beleza: este caminho que eu mesmo escolhi, é tão fácil seguir, por não ter onde ir.

    Ele tem no seu elenco de aliados o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, também do DEM, como o nome mais expressivo, importante para integrar qualquer chapa majoritária estadual, mas isoladamente, uma liderança ainda circunscrita a territorialidade da sua influência, Feira e os vizinhos.

    Neto tem no seu time 14 deputados federais, 21 estaduais e mais de dez vereadores em Salvador que já externaram a pretensão de alçar vôos mais altos, sem falar os que não têm mandato, mas também querem.

    Se não for, corre o risco de implodir o grupo. É esse time que exerce intensa pressão. Neto tem capilaridade estadual e teria bem mais, dizem os aliados, se a oposição federal não tivesse cometido a burrice de derrubar Dilma. O bom, avaliam eles, seria ter uma Dilma sangrando. Como não têm, vão ter que ir para a briga tendo que explicar Temer. É o melhor jeito. Ou o único.