Virou ‘moeda de troca’ com saída do PSD, diz Gustavo Ferraz sobre gestão de Moema

    Para o pré-candidato à sucessão de 2020, prefeita utiliza estrutura do governo para beneficiar aliados

    Foto: Matheus Morais/ bahia.ba

    Virtual candidato a prefeito de Lauro de Freitas em 2020, o ex-diretor da Defesa Civil de Salvador Gustavo Ferraz afirmou nesta segunda-feira (2) que a gestão de Moema Gramacho (PT) faz do debate de políticas da mulher uma “moeda de troca” para atender interesses de sua base aliada.

    “Com a saída do PSD da base aliada, já há alguns meses, a secretaria [de Política Para Mulheres] virou moeda de troca para atrair novos partidos para a base do governo. Tem uma estrutura montada com dinheiro público. Será que é apenas para dar emprego?”, questionou em áudio divulgado em suas redes sociais.

    O rompimento da sigla comandada na Bahia pelo senador Otto Alencar foi sacramentado em maio, após a exoneração de nomes ligados à deputada estadual Mirela Macedo (PSD), ex-vice-prefeita da cidade.

    “A prefeita e sua ex-vice parecem se apropriar desse debate apenas por serem mulheres. Quando comecei a mergulhar nesse universo, percebi que muitas coisas ficam apenas no discurso, não se materializam na prática. Na estrutura administrativa da cidade, temos uma secretaria das mulheres com orçamento de R$ 2,341 milhões, que, divididos, por mês, temos R$ 195 mil. Essa verba mensal é destinada ao pagamento de salários das pessoas contratadas. Não fica absolutamente R$ 1 para quase nada, ou seja, as pessoas estão lá, mas trabalho, que é bom, é muito pouco ou quase nada”, disse Ferraz.

    Para ele, a pasta abriga hoje uma estrutura que beneficia apenas correligionários da atual prefeita. “Nessa secretaria existe um departamento de inserção da mulher no mercado de trabalho. Dados atualizados do Caged nos últimos dois anos e meio nos revelam que existem mais de 3 mil mulheres de nossa cidade fora do mercado de trabalho com carteira assinada. Que tipo de auxilio foi dado a essas mulheres para que elas retornem ao mercado de trabalho?”, acrescentou.