Trump diz estar conversando para encerrar guerra; Irã nega ter sido procurado

    Conflito começou após ofensiva conjunta de EUA e Israel contra território iraniano

    Foto: Reprodução/Wikimedia Commons (Public Domain)

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou suas redes sociais para anunciar que tem conversado com representantes do Irã, buscando um fim definitivo para o conflito no Oriente Médio. O atual conflito foi iniciado no último dia 28 de fevereiro, com bombardeios conjuntos de EUA e Israel contra o território iraniano.

    Os ataques resultaram na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, que foi substituído pelo filho, Mojtaba Khamenei. Segundo Trump, em postagem na rede social Truth Social, o republicano afirmou estar tendo conversas produtivas com o Irã e que, nesta semana, ocorrerão novos encontros.

    “Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio”, escreveu Trump.

    Ainda na declaração, o presidente dos EUA anunciou que suspendeu todos os ataques às usinas elétricas iranianas por cinco dias.

    “Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias”, completou.

    No entanto, segundo revelou o jornalista israelense Barak Ravid, o Ministério das Relações Exteriores do Irã negou que haja qualquer conversa com o governo estadunidense sobre o fim do conflito. Ainda segundo o jornalista, as declarações do político fazem parte de esforços para reduzir os preços da energia e fortalecer planos militares.

    “Ministério das Relações Exteriores do Irã: não há negociações diretas entre Teerã e Washington. As declarações do presidente dos EUA fazem parte dos esforços para reduzir os preços da energia e ganhar tempo para implementar seus planos militares”, disse o jornalista.

    “Sim, existem iniciativas de países da região para reduzir as tensões, e nossa resposta a todas elas é clara: não fomos nós que iniciamos esta guerra, e todos esses pedidos devem ser direcionados a Washington”, declarou Ravid.