Irã prende 200 líderes de protestos e mantém bloqueio de internet no país

    No 13º dia de atos, manifestantes pedem a queda do líder supremo Ali Khamenei

    Foto: Reprodução/Redes sociais

    O governo do Irã comunicou, neste sábado (10), a detenção de pelo menos 200 pessoas apontadas como lideranças das manifestações que se espalharam pelo território nacional. O movimento completa hoje 13 dias e já é considerado o maior levante popular contra o regime em mais de três anos.

    De acordo com as autoridades iranianas, os detidos são acusados de organizar o que o governo classifica como “distúrbios” e de manter vínculos com grupos externos ou de oposição. O objetivo central dos manifestantes é a derrubada do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

    Como estratégia de contenção, o governo mantém o bloqueio quase total do acesso à internet em diversas regiões, dificultando a comunicação entre os manifestantes e a divulgação de informações para o exterior.

    Relatos e imagens obtidas por meio de redes sociais indicam um cenário de tensão nas principais cidades. Na sexta-feira (9), registros em Teerã mostraram colunas de fumaça próximas a mesquitas e áreas centrais da capital. O governo não divulgou um balanço oficial de vítimas até o momento.