EUA pressionam América Latina a se posicionar sobre conflito com o Irã

    Declaração foi feita por uma funcionária do Departamento de Estado norte-americano durante uma coletiva de imprensa virtual nesta segunda-feira

    Foto: Reprodução/Youtube

    Na véspera da 55ª Assembleia-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), que começou nesta terça-feira (24) em Antígua e Barbuda, os Estados Unidos pediram que os países da América Latina e do Caribe definam “de que lado vão estar” diante do conflito envolvendo o Irã. A declaração foi feita por uma funcionária do Departamento de Estado norte-americano durante uma coletiva de imprensa virtual nesta segunda-feira (23).

    O apelo ocorre dias após os EUA bombardearem instalações nucleares iranianas em apoio a uma intervenção militar de Israel. A ofensiva dividiu a posição dos países latino-americanos. Venezuela, Cuba e Nicarágua manifestaram solidariedade ao Irã e foram chamados de “inimigos da humanidade” pelo chefe da diplomacia americana, Marco Rubio. Na mesma linha, integrantes da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), como Bolívia e Antígua e Barbuda, além do Brasil, também condenaram os ataques.

    Outros países da região adotaram tom mais cauteloso. O Uruguai expressou preocupação com a escalada militar, enquanto a presidente do México, Claudia Sheinbaum, citou o papa Francisco ao afirmar que “a guerra é o maior fracasso da humanidade”. A Argentina, por outro lado, demonstrou apoio à posição de Washington.

    A representante do Departamento de Estado reiterou que o momento é decisivo para que os governos da região revejam sua postura diante do que chamou de um “regime patrocinador estatal do terrorismo”, em referência ao Irã.