Dia de eleição na Venezuela é marcado por tensões

    Presidente Nicolas Maduro busca a reeleição em votação boicotada por oposição, que considera regime fraudulento

    Nicolas Maduro (Foto: Divulgação)

    Candidato à reeleição, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi o primeiro a votar no colégio eleitoral no qual está inscrito, na região oeste de Caracas, em um pleito no qual busca a reeleição e que não conta com a participação da grande maioria da oposição, que o considera fraudulento. Ele pediu aos venezuelanos para, nas urnas, “provar ao mundo que a Venezuela deve ser respeitada, é uma república soberana, livre e independente”.

    Também disputam o cargo de presidente o ex-governador Henri Falcón – um chavista dissidente que não apoiou a decisão da coalizão oposicionista Mesa da Unidade Democrática (MUD) de não participar e inscreveu candidatura -, o ex-pastor evangélico Javier Bertucci e o engenheiro Reinaldo Quijada.

    Nestas eleições, na qual a MUD pediu que os eleitores não votem, também serão eleitos os membros dos conselhos legislativos dos 23 estados e dos 335 municípios.

    Mais de 150 observadores internacionais acompanham o pleito, que está sendo realizado apesar de vários países, como os Estados Unidos e os da União Europeia, terem apelado para que fosse suspenso, alegando que não há condições de transparência.

    A maioria da oposição, além de não participar das eleições, organizou protestos em dezenas de cidades ao redor do mundo para coletar assinaturas e denunciar a crise na Venezuela.