Parte do entorno de Lula vê espaço para recondução de Aras na PGR

    Aras também mantém relação próxima com ministros de Lula e parlamentares do PT e do Centrão aliados ao presidente, sobretudo aqueles que são da Bahia, estado natal do procurador

    Foto: Marcos Corrêa/PR

    O chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR), Augusto Aras, indicado em setembro de 2019 por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2019 e reconduzido ao posto até setembro deste ano, tem a defesa de alguns ministros do governo e aliados de Lula no Congresso e no meio jurídico para permanecer na PGR.

    A avaliação, conforme o Metrópoles, é de que Aras fez um trabalho “importante” de “desinstrumentalizar” o Ministério Público Federal, o que seria reconhecido pelo próprio presidente da República.

    Esses mesmos aliados do petista reconhecem, contudo, que Aras “errou na comunicação”, ao deixar ser visto como um procurador-geral da República bastante alinhado ao bolsonarismo.

    Mas, desde a posse de Lula, Aras tem emitido uma série de sinais de boa vontade com o governo petista, além de manter relação próxima com ministros palacianos e parlamentares do PT e do Centrão aliados ao presidente, sobretudo aqueles que são da Bahia, estado natal de Aras.

    Ele, entretanto, estaria propagando nos bastidores que não quer ser reconduzido ao cargo e, embora a possibilidade não seja descartada, aliados de Lula reconhecem que os favoritos para a Procuradoria Geral são os subprocuradores Paulo Gonet Branco e Antônio Carlos Bigonha.