Justiça manda penhorar Chanel e Louis Vuitton de mulher com dívida trabalhista de R$ 30 mil

    Em decisão, juíza apontou que ‘ostensivo padrão de vida’ exposto na internet não deixa dúvidas de que ela ‘não quita a sua dívida trabalhista porque não quer’

    Foto: Reprodução / Redes sociais

    Acostumada a ostentar posses e viagens internacionais na internet, uma mulher teve itens de luxo penhorados pela Justiça de São Paulo, para pagar uma dívida trabalhista no valor de R$ 30 mil que se arrastava há 13 anos.

    De acordo com informações do jornal O Globo, a decisão de penhorar uma bolsa da marca Chanel e um casaco Louis Vuitton é da juíza do Trabalho Samantha Fonseca Steil Santos e Mello, da 5ª vara de Santos. Segundo o jornal, além dos artigos penhorados, a mulher é proprietária também de uma casa avaliada em R$ 2,2 milhões.

    A vida luxuosa da devedora exposta pela mesma nas redes sociais municiou a magistrada em seu veredito. “De fato, é uma belíssima e luxuosa casa, assim como a vida da executada demonstrada por meio das redes sociais, em que aparece em viagens internacionais, usando vestuário de alta costura, fazendo procedimentos estéticos, com um padrão de vida suntuoso e requintado, certo que não faltam meios financeiros para a embargante – menos claro, para satisfazer as dívidas desse processo, este o qual, presumo, a executada não parece se preocupar”, diz trecho da decisão da magistrada, que também anexou fotos das redes sociais para demonstrar o alto padrão de vida da mulher, que alegava impossibilidade de pagar a dívida trabalhista.

    No processo, a juíza destaca ainda que em junho de 2022, quando a devedora recorreu à Justiça para evitar a penhora do imóvel onde mora, ela publicou uma foto usando o casaco Louis Vuitton. “Uma única peça de roupa sua seria capaz de quitar o presente processo”, argumentou a magistrada.

    “O ostensivo padrão de vida, demonstrado pela própria executada, deixa indene de dúvidas que a executada não quita a sua dívida trabalhista porque não quer, porque não tem interesse em honrar um compromisso financeiro oriundo de um trabalhador, sendo que a mão de obra no país, por outro lado, é tida como uma das mais baratas do mundo”, escreveu a juíza em sua decisão.

    Diante do exposto, a Justiça de Santos determinou que a Receita Federal apure eventuais irregularidades nas declarações de renda da devedora, além do leilão da residência, apreensão da CNH e passaporte. A juíza determinou ainda o pagamento de 20% sobre o valor da causa por ato atentatório à dignidade da Justiça, após a mulher tentar retardar a execução ao não receber o oficial de Justiça.