Goleiro Bruno revela planos de entrar na política e se define como ‘de direita’

    Condenado pelo caso Eliza Samudio, ex-atleta projeta candidatura após fim da pena

    Foto: Reprodução / Instagram

    O goleiro Bruno Fernandes voltou ao noticiário ao afirmar que pretende ingressar na vida política após cumprir integralmente sua pena. Em entrevista à rádio Itatiaia, o arqueiro declarou que avalia convites de diferentes partidos e indicou alinhamento ideológico ao comentar que a sigla escolhida “não tem como não ser de direita”.

    Condenado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver no caso da modelo Eliza Samudio, ocorrido em 2010, Bruno foi condenado 2013. Em 2017, ele conseguiu habeas corpus e chegou a sair. Depois voltou ao regime fechado, mas desde 2019 está em liberdade condicional, podendo trabalhar e jogar futebol.

    A intenção inicial, segundo ele, é disputar uma vaga de vereador em Ribeirão das Neves, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte onde nasceu.

    Inelegibilidade após cumprimento da pena

    Apesar do plano, a legislação eleitoral impõe restrições. Pela Lei da Ficha Limpa, condenados por crimes contra a vida permanecem inelegíveis por oito anos após o cumprimento da pena.

    Com isso, Bruno só poderia disputar eleições a partir de 2039. No cenário atual, a primeira eleição municipal disponível seria a de 2040, quando o ex-goleiro terá 56 anos.

    Retorno ao futebol

    Paralelamente às declarações sobre política, Bruno está jogando futebol. O goleiro foi registrado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e integra o elenco do Vasco da Gama do Acre, que se prepara para compromissos na temporada, incluindo a Copa do Brasil.

    O caso Eliza Samudio segue como um dos episódios mais marcantes do futebol brasileiro recente. O corpo da vítima nunca foi localizado, e a condenação de Bruno ocorreu em 2013 após julgamento no Tribunal do Júri.