Ceni diz que desgaste físico foi crucial na goleada sofrida pelo Bahia

    Técnico reconheceu erro ao repetir escalação em derrota por 5 a 1 para o Mirassol

    Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

    Dominado do início ao fim, o Bahia foi goleado por 5 a 1 pelo Mirassol neste domingo (31), no Maião, pela 22ª rodada do Brasileirão. A derrota encerrou uma série de nove jogos de invencibilidade do Tricolor.

    Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Rogério Ceni assumiu a responsabilidade pela escolha de repetir a base titular e reconheceu que a queda de rendimento teve origem no desgaste acumulado pela maratona de jogos.

    “Sempre difícil, primeira vez na carreira de treinador que tenho uma derrota desse tamanho. Foi nossa escolha repetir o time, assumo a responsabilidade. No fim, perdemos pelo condicionamento físico muito abaixo. Escolha minha”, afirmou o comandante.

    Ceni destacou que a estratégia visava preservar o entrosamento, mas admitiu que a equipe não teve energia suficiente para competir em alto nível contra o Mirassol.

    “Achei que se fizéssemos todas as trocas a gente poderia sofrer bastante. Imaginei que com essa escalação a gente teria a bola e conseguiria controlar. Sabia que todos estão cansados e precisam de descanso, mas não existe essa janela de oportunidade para a gente”.

    “É uma derrota dolorida, não é fácil. Infelizmente tomamos um gol no primeiro lance de bola parada, ajudou bastante a desequilibrar também. Vi um time com muito mais energia que o nosso, infelizmente não nos encontramos e sofremos contra-ataques”, complementou.

    Maratona e próximos jogos

    O treinador citou o desafio de administrar uma sequência intensa de compromissos. Segundo ele, são 20 semanas consecutivas com jogos no meio e no fim de semana, o que tem pesado no elenco e aumentado o número de lesões.

    A derrota, no entanto, não muda o foco imediato do Tricolor. Nesta quarta-feira (3), o Bahia volta a campo para enfrentar o Confiança, às 21h30, em Aracaju, pelo jogo de ida da final da Copa do Nordeste. A volta acontece no sábado (6), na Arena Fonte Nova.

    Em seguida, o Tricolor terá pela frente o Fluminense, no dia 10 de setembro, às 19h, pela volta das quartas de final da Copa do Brasil.

    O Brasileirão retorna para o Esquadrão apenas após a Data FIFA. No dia 15 de setembro, o time recebe o Cruzeiro, às 20h, na Arena Fonte Nova, pela 23ª rodada.

    Outras declarações de Rogério Ceni na coletiva de imprensa:

    – João Paulo terá chances?

    “A gente veio de nove resultados positivos, todos com o Ronaldo. Eram três jogos sem sofrer gols com boas atuações do Ronaldo. Era o momento de oferecer ritmo de jogo para ele, porque ele que vai jogar as finais. Não posso desprezar isso, jogar fora os jogos com zero no placar. A intenção foi passar confiança. Hoje não dá nem para culpar o Ronaldo, a gente não conseguiu repetir as atuações de antes. Se tem erro, foi meu de escolher repetir a equipe. Imaginei que muitas trocas fariam a gente perder por falta de entrosamento. No fim, perdemos pelo condicionamento físico muito abaixo. Escolha minha”.

    – Substituição de Acevedo

    “Ele  estava muito cansado, achei que era melhor colocar Rezende. Já temos o Caio machucado, não podemos correr muitos riscos. Ele saiu do jogo cansado. Hoje tudo que fizemos, acho que fisicamente houve uma diferença gigantesca entre as equipes. Não conseguimos acompanhar o ritmo do Mirassol, não conseguimos tirar a diferença nem com nossa característica de posse de bola”.

    – Já sabe como utilizar Sanabria?

    “É muito cedo, a gente precisa entender a parte tática. Não é do dia para noite, ele veio de muitas semanas treinando sozinho. Mas mostra que quando pega na bola tem um estilo parecido com o de Pulga, de um contra um. Vamos aproveitar essa semana que ele não pode jogar para tentar desenvolver ele, dar uma base física e entendimento tático para que ele possa nos ajudar. Principalmente agora que o Pulga sentiu algo que deve tirar ele por algum tempo”.

    – Próximas decisões do Bahia

    “Cada jogo começa do zero, é uma nova história. A gente estava há nove jogos sem perder, os jogos passados não garantem nada para o próximo jogo. É um momento delicado na temporada, perdemos o Pulga, alguns jogadores sofreram mais na parte física. Não tem muito o que explicar, só lamentar a derrota. Repito, a escolha foi minha. Eu achava que o entrosamento ia nos ajudar, mas não aconteceu como eu esperava”.