Youtuber agredido em bloco recebeu ligação de Claudia Leitte: ‘Um anjo’

    O caso ganhou repercussão após ter sido exibido no 'Fantástico' do último domingo (10)

    Foto: Arquivo Pessoal/ Globo

    O youtuber Guigo Kieras, agredido por policias no último final de semana em São Paulo durante a passagem do bloco de Claudia Leitte pelo centro da cidade, revelou ter recebido uma ligação da cantora.

    Em entrevista ao canal LGBQT+ ‘Põe na Roda’, o rapaz contou que a artista entrou em contato com ele logo após o incidente. “Claudia Leitte me ligou perguntando: ‘Como foi seu domingo?’ Ela é incrível. a grande preocupação da Claudinha era se eu tinha corrido atrás dos meus direitos, se eu estava bem e se eu estava amparado. Ela é uma pessoa muito especial. Sou fã há muitos anos, e hoje vi que ela é um anjo”, disse.

    O caso ganhou repercussão após ter sido exibido no ‘Fantástico’ do último domingo (10). “Cinco policiais vieram atrás da gente com cacetetes. começaram a correr atrás da gente, batendo com muita força com o cacetete (…) Essa agressão pode ter sido por implicância, por a gente estar ocupando um lugar que eles não queriam que a gente ocupasse, mas pode ser, sim, homofobia”, desabafou.

    O jovem relatou ainda que teve dificuldades para registrar o Boletim de Ocorrência. Em resposta ao ‘Fantástico’, a Polícia Militar de São Paulo afirmou que abrirá investigações para apurar o caso.


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    E assim foi o final do meu bloco neste último sábado. Fui na companhia de alguns amigos no bloco Largadinho, na Barra Funda. Estava muito feliz pois sou fã da Claudia Leitte e tudo estava muito leve e descontraído. Quase no final do circuito, uma chuva muito forte começou, obrigando o público a procurar por abrigo. Tentei com um amigo me abrigar embaixo de uma marquise na Avenida Marques de São Vicente, onde um grupo de policiais militares se protegiam e fomos impedidos, um dos policiais informou que não podíamos ficar ali, sem questionar saímos e andamos mais alguns metros, nos alojando embaixo de uma árvore próxima dessa marquise, onde não havia ninguém e fiquei abraçado com ele para me proteger do frio, nisso um policial começou a gritar dizendo que ali também não podíamos ficar, eu questionei porque não havia motivo aparente para não poder, fomos em seguida perseguidos por 4 a 5 PMs que nos batiam com cassetetes, chegando a me perseguir na rua, me levar a força para uma rua afastada, onde levei socos, chutes e fui desacordado por uma mata-leão. A última coisa que lembro antes de perder a consciência foi de pedir para não morrer, e segundos após acordar, me recordo de pedir pra ir embora. Fui chutado para a rua, onde, sangrando muito pela boca e rosto, saí em busca de ajuda. O que mais me dói não é o que passou comigo, mas é saber que essa é a realidade de milhares de jovens brasileiros, que dependem desses profissionais despreparados e desequilibrados. Precisamos de segurança, de respeito, e, principalmente, de mais amor no coração. Tá difícil…

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