Projeto Marsúpio inicia mobilização no Subúrbio Ferroviário com foco na economia criativa

    Evento no Boca de Brasa reuniu artistas e empreendedores e marcou início das ações do programa em Salvador

    Foto: Divulgação @tememsalvador

    A Fundação Paulo Cavalcanti deu início, no último dia 16 de abril, às ações territoriais do Projeto Marsúpio no Subúrbio Ferroviário de Salvador. O pontapé aconteceu com um encontro no Espaço Cultural Boca de Brasa – Subúrbio 360º, reunindo artistas, agentes culturais e trabalhadores da economia criativa.

    A proposta do evento foi apresentar o programa e estimular a participação de profissionais locais em um projeto voltado à formação, desenvolvimento e inserção produtiva de empreendedores informais.

    A programação incluiu apresentações culturais, como o Grupo de Capoeira Mestre Zé Pequeno e a Companhia de Dança As Divas, além de falas institucionais e momentos de diálogo com o público. Durante o encontro, representantes destacaram a importância da cultura como ferramenta de desenvolvimento social e econômico nos territórios.

    Idealizador do projeto, Paulo Cavalcanti ressaltou o objetivo da iniciativa. “O Marsúpio nasce de uma inquietação com a realidade da economia informal no Brasil. […] O que propomos aqui é mais do que formalização: é acolhimento, é dar condições reais para que essas pessoas caminhem com autonomia, segurança e dignidade”, afirmou.

    O programa prevê acompanhamento estruturado de médio prazo, com uso de tecnologia e suporte contínuo para orientar empreendedores no processo de formalização e fortalecimento de seus negócios.

    Durante o evento, também foram apresentados resultados da primeira turma, formada por mulheres do Subúrbio Ferroviário. Para Andrea Tavares, professora de dança e coordenadora do grupo As Divas, a iniciativa abre novas possibilidades. “Um evento muito importante […] é também uma possibilidade de expandir, de levar nossa arte para outros lugares”, disse.

    Participantes do projeto também compartilharam experiências. A artesã Isvaldina de Souza Reis destacou os impactos da formação. “Nós somos provas vivas de que o projeto está dando certo […] Então, não tenham medo. Entrem, pois vocês só têm a ganhar”, incentivou.

    A psicoterapeuta Alessandra Meira chamou atenção para o aspecto emocional do acompanhamento. “Às vezes a gente tem limitações para avançar […] mas a gente pode dar saltos […] entender que a gente pode muito além do que imagina”, afirmou.

    Já o presidente da Oficina do Bem Estar, José Bomfim Vitória, reforçou o potencial de alcance da iniciativa. “É uma comunidade acolhedora […] e esse projeto vai dar uma alavancada maior […] veremos grandes resultados ao longo dessa caminhada”, declarou.

    A ação também despertou o interesse de novos participantes. A artesã Maira Barbosa Bandeira avaliou a proposta e destacou a possibilidade de formalização. “Atualmente não tenho CNPJ e vou analisar a proposta, pois é legal a ideia de formalizar”, disse.

    O Projeto Marsúpio é realizado pela Fundação Paulo Cavalcanti, com fomento do Ministério da Cultura e Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, além de contar com patrocínio e apoio de instituições parceiras.