Nova edição de diários de Sylvia Plath resgata partes censuradas pelo marido

    Curadoria tenta preencher lacunas na biografia da escritora, que morreu aos 30 anos

    Foto: Divulgação

    Após anos fora de catálogo no país, “Os Diários de Sylvia Plath” ganham segunda edição em português, com uma versão apurada e contextualizada dos escritos pessoais da poeta, antes parcialmente censurados por seu marido, o também poeta Ted Hughes.

    Karen V. Kukil, curadora das coleções especiais da faculdade Smith College – na qual Plath estudou -, explica que Hughes editou diversas passagens-chave dos manuscritos antes de publicá-los. “Plath não estava divorciada quando morreu, então Hughes herdou seus direitos autorais.”

    A nova edição inclui dois diários do arquivo da escritora que haviam sido lacrados por duas décadas por seu marido. No final dos anos 1990, após a morte de Hughes, seus filhos, Frieda e Nicholas, expressaram desejo de que os diários fossem publicados sem edições.

    Kukil, no entanto, não inclui em sua coleçao dois diários que Plath escreveu nos últimos três anos de vida. Segundo Hughes, um desapareceu, e o outro, cujos registros iam até três dias antes da morte da escritora, foi destruído por ele mesmo.

    Sylvia Plath nasceu em 1932, em Boston. Ela não se tornou uma escritora celebrada em vida, e diversos poemas foram rejeitados por editores. Ela publicou apenas um romance, “A Redoma de Vidro”, em 1963 – ano em que se matou por inalação de gás, aos 30 anos.