Negrizu ministra oficina de dança afro contemporânea no MAB

    Atividade integra projeto do Teatro Vila Velha e propõe vivências práticas com técnicas e saberes ancestrais

    Foto: Divulgação
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    Referência no ensino e na atuação da dança afro contemporânea, Negrizu volta a ocupar, a convite do Teatro Vila Velha, o Museu de Arte da Bahia. O dançarino e coreógrafo conduz a oficina Corpo Contemporâneo, convidando o público a vivenciar exercícios, práticas e técnicas de diferentes vertentes da dança afro.

    A proposta é oferecer uma jornada prática que investiga a musicalidade nas posturas e nos gestos de matrizes africanas, integrando a filosofia iorubá transmitida pela tradição oral e valorizando saberes ancestrais. A oficina também explora a dança livre, elementos da natureza e simbologias ligadas ao pertencimento e às origens.

    Os encontros acontecem às segundas-feiras de maio — nos dias 4, 11, 18 e 25 — sempre das 18h às 19h30. As inscrições estão disponíveis pela plataforma Sympla, com investimento de R$ 100 para o pacote completo ou R$ 50 por aula avulsa.

    Negrizu é um artista multilinguagem natural de Salvador, atuando como arte-educador, dançarino, coreógrafo e ator. Sua trajetória na dança afro-brasileira inclui formação na Universidade Federal da Bahia e participação em montagens marcantes, como Ajaká – Iniciação para a Liberdade, do Mestre Didi.

    Ao longo da carreira, integrou elencos dirigidos por nomes como Márcio Meireles, Clyde Morgan e Elísio Pita. Entre 2013 e 2018, também foi responsável pela direção de alas de dança do Olodum. Atualmente, dedica-se à formação de novos artistas no Espaço Cultural Pierre Verger, reforçando seu compromisso com a arte-educação.

    A oficina integra o projeto “Vila Ocupa a Cidade”, iniciativa do Teatro Vila Velha que leva atividades culturais a diferentes espaços de Salvador, com apoio da Secretaria de Cultura da Bahia, IPAC e MAB, fortalecendo a circulação artística na cidade.