Michelle cria canal de denúncia contra coligações do PL com partidos de esquerda

    De acordo com a nota do PL Mulher, as queixas devem ser encaminhadas até o dia 15 de agosto, prazo final para registro das coligações na Justiça Eleitoral

    Foto: Ascom João Roma

    O PL Mulher criou um canal para receber denúncias de eventuais coligações do partido com legendas de esquerda nas eleições municipais 2024. A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) proibiu esse tipo de aliança em cidades de todo o país.

    O comunicado diz que as “denúncias sobre coligações irregulares” serão analisadas e encaminhadas às esferas da estrutura partidária responsáveis para tomar as medidas cabíveis. De acordo com a nota, as queixas poderão ser encaminhadas até o dia 15 de agosto, prazo final para o registro das coligações na Justiça Eleitoral.

    O texto, porém, não especifica quais partidos são considerados de esquerda e, portanto, não podem ser coligados com PL em nenhuma das eleições municipais pelo país.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que comanda o PL Mulher, cita como um dos exemplos para esse veto o posicionamento de partidos de esquerda que não condenaram o processo eleitoral na Venezuela, que culminou com a reeleição de Nicolás Maduro pela terceira vez, sob acusações de fraude pela oposição.

    Na cidade de Osasco, na Grande São Paulo, por exemplo, o PL integra a coligação que apoia a candidatura a prefeito do deputado estadual Gerson Pessoa (Podemos), que também conta com o apoio de partidos como o PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin, e o PDT, que como o Ministério da Previdência no governo Lula.