Vendas do varejo baiano cresceram 1,5% em junho

    Alta foi puxada por combustíveis (24,5%)

    Foto: Adenilson Nunes/Secom

    O comércio varejista baiano expandiu as vendas em 1,5% em junho de 2023 em relação a maio. No cenário nacional, na mesma base de comparação, os negócios se mantiveram estáveis. Em relação a igual mês do ano anterior, as vendas na Bahia cresceram 6,8%, sendo o oitavo consecutivo e quarto melhor resultado do país.

    Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

    Segundo o SEI, em junho, a expansão nos negócios se deve ao aumento do salário mínimo verificado no mês passado, ao alívio da inflação, à expectativa de redução na taxa de juros e à melhoria no mercado de trabalho. Além desses fatores, contribuiu a força dos festejos juninos na Bahia, aliada à antecipação de parte do salário dos servidores pelo Governo do Estado, o que impulsionou ainda mais o varejo. O contexto resultou numa melhoria no otimismo do consumidor.

    Por atividade, em junho de 2023, os dados do comércio varejista do estado baiano, quando comparados aos de junho de 2022, revelam que quatro dos oito segmentos que compõem o indicador do volume de vendas registraram comportamento positivo:

    – Combustíveis e lubrificantes (46,2%);
    – Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,4%),;
    – Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,6%);
    – Móveis e eletrodomésticos (1,9%)

    Os demais segmentos apresentaram comportamento negativo, são eles:

    – Tecidos, vestuário e calçados (-14,7%);
    – Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-16,6%):
    – Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-21,3%);
    – Livros, jornais, revistas e papelaria (-27,0%).

    No que diz respeito aos subgrupos, verificam-se que as vendas de Eletrodomésticos e Hipermercados e supermercados cresceram 6,4% e 2,7%, respectivamente. Enquanto as de Móveis retraíram em 4,8%.

    Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE avançou 4,1 pontos em junho, passando para 92,3, maior nível desde fevereiro de 2019 (94,5 pontos). Entretanto, ainda não é possível afirmar que o setor retomou a sua trajetória de crescimento, uma vez que a situação financeira das famílias continua insatisfatória, dado o elevado nível de endividamento, a despeito do programa do governo federal Desenrola Brasil.