Prefeito atribui à informalidade liderança de Salvador no desemprego

    A declaração foi dada nesta sexta-feira (15), durante o lançamento do Programa IngreSSAr 2026

    Foto: André Souza / bahia.ba

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (14), que Salvador registrou taxa de desocupação de 10,2% no primeiro trimestre deste ano, colocando o município na primeira posição do ranking de maior taxa de desemprego entre as capitais brasileiras.

    O prefeito Bruno Reis (União Brasil) repercutiu o dado e citou o trabalho informal como uma característica marcante da capital baiana. “Boa parte das pessoas estão trabalhando, seja como camelôs, como ambulantes, como feirantes, barraqueiros de praia. Então, a gente tem que levar em consideração esta realidade”, avaliou.

    A declaração foi dada durante o lançamento do Programa IngreSSAr 2026, realizado no Auditório Makota Valdina, no bairro do Comércio.

    Bruno lembrou que dados recentes colocavam Salvador na terceira posição no ranking. Segundo ele, a prefeitura tem batido recordes na geração de empregos com carteira assinada. “Nesse primeiro trimestre, nós chegamos a quase 6 mil carteiras assinadas. Fomos a terceira cidade do Brasil. Ficamos atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo, que são cidades muito maiores e que têm uma população muito maior do que a nossa”, justificou.

    O prefeito também ressaltou números da economia soteropolitana e reforçou o trabalho realizado por sua gestão. “Vocês viram o número aí, é do número de visitantes, de turistas, nesse primeiro trimestre também em Salvador, e quanto de recursos foi injetados na economia. Então, sempre Salvador, e quando nós chegamos à prefeitura, era campeã nacional, era a última colocada na formalização dos empregos de carteira assinada. Nós já avançamos muito, melhoramos muito, mas também esse dado aí tem que levar em consideração o percentual elevado que nós temos de trabalhadores na atividade informal”, finalizou.

    Salvador lidera desemprego entre capitais

    Na capital baiana, o cenário é mais preocupante. Salvador registrou taxa de desocupação de 10,2% no primeiro trimestre deste ano, acima da média do estado.

    O índice também subiu em relação ao trimestre anterior (8,2%) e ao mesmo período de 2025 (9,3%). Com esse resultado, Salvador voltou a ocupar a primeira posição no ranking de maior taxa de desemprego entre as capitais brasileiras, depois de ter encerrado 2025 em quarto lugar.