Ibovespa fecha em queda, aos 127.599 pontos, após balanços e com IPCA morno

    Bolsas dos EUA fecham com viés de alta

    Reprodução: Redes sociais

    O Ibovespa (IBOV) recuou 0,46%, aos 127.599 pontos, uma perda de mais de 588 pontos. Os investidores não conseguiram achar apoio que justificasse o retorno às compras depois da forte queda de ontem (9). Assim, a semana terminou negativa em 0,71%, interrompendo uma série de duas semanas positivas O dólar comercial, no mesmo sentido, reforçou o sentimento do pregão anterior e subiu 0,29%, a R$ 5,15. Os DIs (juros futuros), mais uma vez subiram por toda a curva, de acordo com informações do portal InfoMoney.

    E o motivo disso tudo é uma mistura de acontecimentos. Hoje mais cedo, a divulgação de um IPCA de abril misto, pouco fez para mexer nos ânimos. Uma parte dos analistas viu um resultado bom. O Itaú (BBA) entendeu que o resultado ficou em linha com o esperado e teve composição benigna. Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, afirmou que “apresentou uma desaceleração nos preços de serviços e um índice subjacente em queda que sugerem uma inflação em trajetória de aproximação à meta estabelecida”.

    Andre Fernandes, head de renda variável e sócio da A7 Capital, entendeu que, “apesar de ter vindo ligeiramente acima do esperado, o dado veio em linha com o esperado, sem grandes novidades”.

    Não teve nada de motivador aqui. Nova York não tem nada de ruim por lá”, resumiu Diego Faust, operador de renda variável da Manchester Investimentos. Mas Andre Fernandes ponderou de maneira otimista que, “caso o item de serviços subjacentes siga desacelerando, e o IPCA em si siga comportado e siga convergindo para a meta de inflação do BC, acredito que poderemos voltar a ter cortes de 0,50pp na Selic se o cenário externo, principalmente em relação à inflação americana, colaborar com isso, com uma desaceleração da economia por lá, e o Fed iniciando os cortes de juros o quanto antes”.