Banco Central dos EUA mantém taxas de juros inalteradas

    Com decisão unânime, Fed Funds permanecem em 5,25% a 5,50% ao ano; taxas americanas em alta costumam drenar recursos de economias emergentes como a brasileira

    Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
    Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

     

    Conforme já era esperado pelo mercado financeiro, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) manteve suas principais taxas de juros inalteradas pela sexta vez consecutiva. Com a decisão – que foi unânime –, a taxa dos Fed Funds permanecem em 5,25% a 5,50% ao ano. A informação é de uma reportagem do Estadão.

    O Estadão aponta que em um comunicado que foi divulgado na tarde desta quarta-feira (1º), o Fomc afirma que a inflação diminuiu no último ano, mas permanecendo em patamar elevado. Destaca também que, nos últimos meses, “houve uma falta de progresso adicional em direção ao objetivo de inflação de 2%”.

    “O comitê julga que os riscos para alcançar seus objetivos de emprego e inflação se movimentaram em direção a um melhor equilíbrio ao longo do último ano. A perspectiva econômica é incerta, e o comitê permanece altamente atento aos riscos inflacionários”, diz o comunicado.

    Ainda segundo o Estadão, a demora dos EUA para iniciarem um ciclo de corte nos juros decorre do fato de a economia do país ainda mostrar força, com um crescimento robusto e um mercado de trabalho aquecido. Esse cenário dificulta a missão do BC de levar a inflação para a meta. Para o Brasil, esse adiamento pode ser negativo. Isso porque taxas mais altas nos EUA atraem investidores para o país e acabam drenando recursos de economias emergentes e com maior risco. As taxas americanas em alta também resultam em enfraquecimento do real diante do dólar.