Ações da Petrobras desabam na Bolsa de NY após demissão de Prates

    Papéis perdiam 8,39% no pré-mercado dos EUA em reação a uma possível interferência do governo federal na companhia

    Foto: Arquivo/Agência Brasil

    O ADR (American Depositary Receipt) da Petrobras começou a quarta-feira (15) em forte queda no pré-mercado de Nova York, em resposta à troca de presidência da estatal na última noite.

    Segundo o jornal Folha de S. Paulo, por volta das 8h40, os papéis desabavam 8,39%, com analistas interpretando a saída de Jean Paul Prates como um sinal ruim para o mercado e um indicativo de que o governo federal poderá intervir mais incisivamente na companhia.

    Para o posto de Prates, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou a engenheira Magda Chambriard, que comandou a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) no governo Dilma Rousseff (PT).

    “Fica um cheiro no ar de gestão ao estilo de Dilma, algo que vai ser importante acompanhar nos próximos meses. Não foi um bom sinal, considerando o que parecem ser as motivações para a troca de Prates”, avalia o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale.

    Na avaliação dele, a Petrobras segue sofrendo ingerências preocupantes por parte do governo, a política de precificação não está pacificada e há defasagens acumuladas de preços que terão que ser revistas. Ele ainda argumenta que se trata de mais um ruído do governo nos últimos meses: foi fiscal, monetário e, agora, na Petrobras.

    Mais cedo, os ADRs desabaram 9,64%, com mínima de US$ 15,08.