Três em cada quatro cidades registram casos de ‘sommelier de vacinas’

    Número de municípios com pessoas escolhendo marca de imunizante subiu cinco pontos percentuais em uma semana

    Foto: assessoria/GOVSP

    Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CMN) constata que 75,5% das cidades brasileiras já registram casos de “sommelier de vacinas”, que são as pessoas que escolhem o imunizante contra o novo coronavírus. O número subiu cinco pontos percentuais em uma semana. As informações são da CNN Brasil.

    O CMN ouviu 5,5 mil prefeitos em todo o Brasil entre os dias 12 e 15 deste mês. Para o pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Raphael Guimarães, a prática de escolher vacina atrasa “exponencialmente” o calendário vacinal.

    “Muitas pessoas têm ido aos pontos de imunização e perguntado qual a marca de vacina que está disponível. Dependo da resposta, eles se imunizam ou não. Esses grupos ficam peregrinando as unidades de saúde dos municípios a procura da vacina que mais lhe convém”, explicou o pesquisador da Fiocruz.

    Segundo Raphael Guimarães, a rejeição por alguma marca de vacina ou preferência por outro tipo acontece por motivos diversos, até por desinformação .”A AstraZeneca foi a primeira vacina que sofreu com esse problema, quando surgiu a informação que o imunizante poderia causar trombose”, explicou. “Agora as pessoas preferem a Pfizer e a Janssen. A primeira porque é bem aceita nos Estados Unidos e na Europa e a segunda por ser uma dose única”.